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  • TA TUDO MUITO ESQUISITO, DEPOIS QUE VISUAL VIROU QUESITO

  • Vislumbres

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sábado, janeiro 17, 2015

    Escolha a sua arma


    (Salvador, BA)
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    Via IRIS: L'extravagant voyage du jeune et prodigieux T.S. Spivet (Jean-Pierre Jeunet, França, 2013)

    Livro reúne textos sobre Angelo Agostini, pioneiro do cartum no país




    " Com humor afiado, a "Revista" conquistou os leitores ao abordar temas que mobilizaram o interesse da nação. Em letras e traços, Agostini retratou a Guerra do Paraguai, defendeu a abolição da escravatura e criticou o regime monárquico.

    Suas caricaturas de dom Pedro 2º, em geral retratado como um monarca de voz e pernas finas, ar entediado, sempre cochilando em eventos públicos, tornaram-se célebres –os desenhos são tema de ótima análise de Lilia Moritz Schwarcz. "


    leia mais e veja a galeria no artigo de Marco Rodrigo Miranda Almeida >
    Livro reúne textos sobre Angelo Agostini, pioneiro do cartum no país - 17/01/2015 - Ilustrada - Folha de S.Paulo

    Todos Charlie?





    (Porto Alegre, RS)

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    Charlie Hebdo: Does Islam forbid images of the Prophet?



      Since the appalling attack on the Charlie Hebdo offices on Wednesday, I’ve heard many people—Muslim and non-Muslim—confidently assert that depicting the Prophet in Islam is strictly forbidden. Although it’s true there is a strong iconoclastic streak in the religion, there is also a significant alternative tradition of representing the Prophet in Islamic history books and devotional manuals—a tradition not especially well known in the West because Muslim clergy have often condemned or tried to suppress it.

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    Charlie Hebdo: Does Islam forbid images of the Prophet? | Prospect Magazine

    pela cochlea: CPC da UNE - Canção do Subdesenvolvido (Carlos Lyra - Chico de Assis)



    in memoriam: CHICO DE ASSIS

    Lembram quando Kátia Abreu disse que não havia mais latifundio no Brasil?





    (Curitiba, PR)
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    Futebol Brasileiro: Mais jogo, menos flashes -


    Samsung Galaxy  
    "Nenhum brasileiro entre os três melhores do mundo na premiação da Bola de Ouro, em Zurique, na sede da Fifa. Mas não dá para dizer que estamos fazendo feio. A modelo Barbara Evans, ex-namorada do atacante Guerrero, do Corinthians, foi eleita a namorada de jogador mais bonita, pelo jornal espanhol Sport, e faturou o troféu Bola Rosa de Ouro." 

    "Não basta –e às vezes nem precisa– brilhar muito nos gramados. Mas ter talento para o marketing pessoal parece essencial. O jogador aparece com o cabelo e a barba descoloridos, vira notícia. O jogador toma sol na praia, mais um flash. O jogador desfila com a namorada, milhares de "likes" no Instagram.

    A relação dos jogadores com as redes sociais atraiu um tipo de fã muito diferente do apaixonado pelo esporte. Gente que não imagina nem a posição em que um jogador atua, mas sabe onde e com quem ele estava no Réveillon. Neymar, por exemplo, posta uma foto e recebe em segundos milhares de "likes" e comentários. Lindo! É um dos que mais aparecem. Vamos combinar: Neymar pode ser um jogador espetacular, mas beleza não é exatamente um dos seus melhores atributos. Lindo é o glamour, o sucesso, o poder, o dinheiro que a figura dele representa. E a molecada que começa a carreira hoje entende que fazer sucesso nas redes sociais dá muito menos trabalho do que fazer gol. "


    leia mais na coluna de Mariliz Pereira Jorge > 

    Mais jogo, menos flashes - 17/01/2015 - Mariliz Pereira Jorge - Colunistas - Folha de S.Paulo

    PALAVRAS: Arnaldo Bloch


    O ataque ao “Charlie Hebdo”, apesar do caráter censório, é só uma ponta da metralhadora giratória civilizacional que atenta contra a liberdade de pensar. Através dos velhos e novos populismos de esquerda, que cerceiam jornais e TVs; dos excessos da indústria do entretenimento, que usa a liberdade para expressar diversão debilitante; do “sorriso imbecil da publicidade” (Umberto Eco); da espionagem como regra; da epidemia de conceitos sem pé nem cabeça no abominável mundo novo das redes sociais; da aceitação como verdade de qualquer falsidade; da capitulação de inteligências às astrologias; da dependência a gadgets que impedem o elo físico; ou da adoração das finanças por jogos abstratos.

    Em resumo, a adesão à religião do não-pensar (o mais cômodo e manipulável dos fundamentalismos) torna o homem fraco, vulnerável, passível de ser dominado pelo grito, pelo truque, pela tirania do momento.

    - Arnaldo Bloch

    Entenderam ou querem que eu desenhe?





    (Rio de Janeiro, RJ)

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    sexta-feira, janeiro 16, 2015

    Vi; FOXCATCHER (Bennet MIller, EUA, 2014)

    6 worst right-wing moments of the week


     6 worst right-wing moments of the week — Rupert Murdoch says every single Muslim "responsible" for terrorism

    On Friday evening, the News Corp CEO Rupert Murdoch took to Twitter to express his feelings that all Muslim people, even the peaceful ones, “should be held responsible” for “their growing jihadist cancer.”

    Everyone can stop trying to solve the problem of campus rape. Phyllis Schlafly has a brilliant idea: schools should stop admitting so many women.

    Favorite Fox guest, right-wing blowhard Rudy Giuliani, has long loved the police state, and seldom misses an opportunity to call for ramped up policing. He displayed this penchant in the wake of recent police shootings of unarmed black men—which he says are the fault of the black community—and went at it again in the aftermath of the terrorist attacks in Paris this week.

    His reasoning is not so much pretzel logic as a complete Catch-22. Anyone who opposes surveillance and profiling of the Muslim community is clearly up to no good. In other words, innocent people don’t insist on their civil rights.

    Despite about 20 women coming forward with allegations of rape and sexual assault against him, Bill Cosby is still out there, doing comedy shows and yucking it up. About rape! At a show in London this week, a woman in Cosby’s audience was walking toward the bar. Cosby asked where she was going, and she replied she was getting a drink. “You have to be careful drinking around me,” Cosby coyly cracked, a reference to his alleged penchant for drugging women in order to more easily rape them. The audience erupted in laughter.

    There are no words.
     
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    6 worst right-wing moments of the week — Rupert Murdoch says every single Muslim “responsible” for terrorism - Salon.com

    pela cochlea: Fall Out Boy - Uptoen Funk (mark Ronson)

    O Conselho dos Idiotas com Opinião




    (Rio de Janeiro, RJ)

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    Alceu Penna, estilista que vestiu Carmem Miranda, completa cem anos






    " O nome do assistente era Nelson Rodrigues, que teve, assim, uma de suas primeiras experiências de criação, antes de se tornar cronista, ficcionista e dramaturgo dos melhores.

    A parceria rendeu bons frutos. Eles levaram para a linguagem dos gibis, entre outros, "Sonho de uma Noite de Verão", de Shakespeare, "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll, e "O Mágico de Oz", que acabara de virar longa-metragem de sucesso. "
    Algumas semanas antes de embarcar para a América, em 1939, Carmen deu uma entrevista a "O Cruzeiro" em sua casa, no Rio.

    Quando o papo acabou, o desenhista fez uma série de sugestões para renovar o guarda-roupa da cantora. Adicionaria, segundo disse depois, "saias multicolores, os turbantes fantásticos e os sapatões de sola grossa".

     Não fosse Alceu, quem sabe Millôr Fernandes teria se aposentado em outra profissão? Em 1937, Millôr tinha 13 anos e, por indicação de um tio, foi trabalhar em "O Cruzeiro" como ajudante gráfico.

    Como havia muito trabalho –"O Cruzeiro" e os quadrinhos de "O Globo Juvenil" "", Alceu chamou Millôr para que ele o ajudasse no acabamento das histórias em quadrinhos e da coluna "As Garotas". Ao mesmo tempo, teria a oportunidade de aprender a desenhar, com dicas de esboço e arte-final.


    mais na materia de GONÇALO JUNIOR  >

    Alceu Penna, estilista que vestiu Carmem Miranda, completa cem anos - 10/01/2015 - Ilustrada - Folha de S.Paulo

    Em entrevista, cartunista Arnaldo Branco fala sobre o atentado ao “Charlie Hebdo"



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    "Apareceu muita gente afirmando que os cartunistas fizeram por merecer.  É a galera a favor da liberdade vaca amarela: se ninguém nunca disser nada que desagrade outra pessoa, talvez a paz seja possível.

    Outra coisa: esses caras do #jenesuispascharlie acham que só eles enxergam as implicações e desdobramentos do atentado, se acham o último farol da humanidade, ficam nas redes sociais exibindo sua pretensa sagacidade, dizendo coisas tipo”será que só eu percebo que o Sarkozy é um hipócrita quando fala em liberdade de expressão?” Não, fera, tem a maior galera que se liga nisso, mas nem todo mundo tem a manha de se aproveitar de uma tragédia pra se sentir especial. O que esses relativizadores estão fazendo é contestar luto em velório.

    E pior é esse povo que fica repetindo “não teve toda essa comoção com o massacre tal”, como se fosse um campeonato de tragédia. Geralmente você vai na timeline desse pessoal e tem mais foto de almoço do que solidariedade com os oprimidos."


    mais na entrevista com Arnaldo Branco
    Em entrevista, cartunista Arnaldo Branco fala sobre o atentado ao “Charlie Hebdo” | Livre Opinião - Ideias em Debate:

    Feliz Ônus Novo!


    LEONARDO
    (Rio de Janeiro, RJ)

    Žižek: Pensar o atentado ao Charlie Hebdo


    Zizek Charlie Hebdo "Nós no ocidente somos os “últimos homens” nietzschianos, imersos em prazeres cotidianos banais, enquanto os radicais muçulmanos estão prontos a arriscar tudo, comprometidos com a luta até sua própria autodestruição. O poema “The Second Comming” [O segundo advento], de William Butler Yeats parece perfeitamente resumir nosso predicamento atual: “Os melhores carecem de toda convicção, enquanto os piores são cheios de intensidade apaixonada”. Esta é uma excelente descrição da atual cisão entre liberais anêmicos e fundamentalistas apaixonados. “Os melhores” não são mais capazes de se empenhar inteiramente, enquanto “os piores” se empenham em fanatismo racista, religioso e machista.

    No entanto, será que os terroristas fundamentalistas realmente se encaixam nessa descrição? O que obviamente lhes carece é um elemento que é fácil identificar em todos os autênticos fundamentalistas, dos budistas tibetanos aos amistas nos EUA: a ausência de ressentimento e inveja, a profunda indiferença perante o modo de vida dos não-crentes. Se os ditos fundamentalistas de hoje realmente acreditam que encontraram seu caminho à Verdade, por que deveriam se sentir ameaçados por não-crentes, por que deveriam invejá-los? Quando um budista encontra um hedonista ocidental, ele dificilmente o condena. Ele só benevolentemente nota que a busca do hedonista pela felicidade é auto-derrotante. Em contraste com os verdadeiros fundamentalistas, os pseudo-fundamentalistas terroristas são profundamente incomodados, intrigados, fascinados pela vida pecaminosa dos não-crentes. Tem-se a sensação de que, ao lutar contra o outro pecador, eles estão lutando contra sua própria tentação."


    mais no artigo de Slavoj Žižek > 
    Žižek: Pensar o atentado ao Charlie Hebdo | Blog da Boitempo

    Atentado aos neruônios



    (Belo Horizonte, MG)
      
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    quinta-feira, janeiro 15, 2015

    Gregório Duvivier: Viva a falta de respeito, humor não é ofensivo


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    "Um dos problemas de morrer é esse: vão falar muita asneira a seu respeito. E você já nem pode se defender. Não bastou serem fuzilados, os cartunistas do “Charlie Hebdo” foram vítimas de um massacre póstumo."
     
    "O espaço da arte não é o espaço do respeito, mas o espaço da subversão, ou então da reverência, do culto. Do respeito, nunca.

    No mais, tudo é sagrado para alguém no mundo. A maconha, a vaca, a santa de madeira, o Daime, Jesus e Maomé: tudo merece a mesma quantidade de respeito, e de falta de respeito.

    As coletâneas de capas do semanário sobre islamismo fazem parecer que esse era o grande tema do jornal. Não era. O jornal atirava para todos os lados, mas o alvo preferido era justamente a extrema direita de Le Pen –esse sim, islamofóbico

    Muitos (dentre os quais o pastor Marco Feliciano) já externaram o desejo de que o Porta dos Fundos “brincasse com islamismo pra ver o que é bom pra tosse”. Até nisso temos complexo de vira-lata: nosso fundamentalismo tem inveja do deles.."


    mais na coluna de Gregorio Duvivier> 

    Viva a falta de respeito, humor não é ofensivo

    pela cochlea: The Mambo Craze- De Phazz



    Space cake brake on the Titicaca lake
    Got some more in Ecuador
    Stole a car in the streets of Panama
    Went too far in Bogota

    A little weak, a little pale today
    Looks like it's time, for that certain holiday

    Cartunista armado até os dentes




    (Curitiba, PR)

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    PALAVRAS: Art Spiegelman



    E o que é interessante pra mim é como os cartuns são bons para isso, como colocam as coisas em alto relevo. E quando estão em alto relevo você consegue enxergá-las. Você pode então cercá-las com um monte de palavras tentando contê-las. Mas as imagens cortam direto por isso. Elas se movimentam tão diretamente para dentro do seu cérebro que não há lugar onde evitá-las. Estão lá dentro. Aí você tenta, tipo, colocar essa pomada nelas, que é a linguagem. E é aí que nós temos... o que for a taxa de câmbio, mil palavras para cada imagem? Demanda 10 mil palavras, porque as imagens ficam vazando de maneiras que não eram nem a intenção do artista que as criou, mas que são altamente funcionais... funcionam como testes de Rorscharch por aquilo que realmente estamos vivenciando agora. E de uma maneira que é tão alto relevo que não há como evitar isso. E que permite que a gente tenha, com esperança, mais linguagem, mais imagens, até que essas coisas todas sedimentem. 
     
    - Art Spiegelman 

    IT´S ONLY WORDS: Art Spíegelman


    And what’s interesting to me is how great cartoons are at doing that, where it puts things in a high relief. And when they’re in a high relief, you can see them. You can then surround them with lots of words trying to contain them. But the images cut past all that. They move so directly into your brain that there’s no place to avoid them. They’re in there. Then you try to, like, put this salve around them, which is language. And that’s where we got that—whatever the currency rate has, a thousand words for each picture? Takes 10,000 words, because pictures keep leaking out in ways that weren’t intended even by the artist making it, but that are thereby functional—functioning as Rorschach tests for what actually are we living through right now. And it does that in a way that is so high relief that you can’t avoid it. And that allows us to have, hopefully, more language, more pictures, until these things all settle.

    - Art Spiegelman 

    Laudo aponta que dançarino foi morto por PMs em favela do Rio


    Segundo o jornal, o documento da Delegacia de Homicídios e do instituto de criminalística mostra que DG foi atingido quando fugia de um tiroteio, após PMs entrarem em um prédio na comunidade Pavão-Pavãozinho.

    O dançarino teria saído pela janela e se posicionado sobre o beiral, com o ventre voltado para a parede. Neste momento, teria sido alvejado por um dos seis PMs que estavam embaixo, do lado de fora do prédio ?a bala o atingiu nas costas e saiu pelo ombro.

     leia mais
    Libreprensa - Polícia Civil

    quarta-feira, janeiro 14, 2015

    Enfim sós



    (Belém, PA)
     
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    Via iris: CLOUDS OF SILS MARIA (Olivier Assayas, França, 2014)

    15 Historic Cartoons That Changed The World


    Art critics, art historians, aestheticians, and others too often tend to dismiss cartoons and caricatures as silly — not serious — trivial, and irrelevant. Yet as the following list of cartoons and caricatures that have wreaked havoc throughout history should make clear, cartoons can have a powerful psychological, emotional, and political impact. 

    James Gillray
     Napoleon once said that the English caricaturist James Gillray “did more than all the armies in Europe to bring me down.” Here’s an example: “Manic ravings, or Little Boney in a Strong Fit” (1803).

     Thomas Nast
     Nast’s depictions of Boss Tweed are justly credited with bringing him and his corrupt Tammany Hall cronies down. Tweed famously said, “I don’t care a straw for your newspaper articles. My constituents can’t read. But they can’t help seeing them damn pictures.”


    see the rest 
    15 Historic Cartoons That Changed The World

    Maomé




    (Joinville, SC)

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    De BRAULIO TAVARES

    "Assassinar os redatores de um jornal, e depois ser morto dentro de uma gráfica. Ser muçulmano, e ser morto dentro de uma loja de comida judaica. Se Deus existe, é um humorista." (frase de uma mulher idosa, na Place de la République, divulgada na lista de mensagens Réseau Pôle Brésil).


    pela cochlea: kiko dinucci & bando afromacarronico - tambu e candongueiro

    De Maria Lucia Rangel:

    Frase de abertura do editorial do Charlie Hebdo que saiu hoje:

    "Depuis une semaine, Charlie, journal athée, accompli plus de miracles que tous les saints et prophètes réunis".

    "Numa semana, Charlie, jornal ateu, realizou mais milagres que todos os santos e profetas juntos"


    Não existe "liberdade de expressão, mas" - existe "liberdade de expressão, sim"

    - LUZ (cartunista, autor da capa do Charlie Hebdo 1178)

    Ouro & Ouro



    (Porto Alegre, RS)
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    Artistas Brasileiros Comentam Sobre o Atentado à Revista Charlie Hebdo


     

    ""Em 2005, depois que o papa João Paulo II morreu eu coloquei um cartum no meu blog e os comentários estouraram o limite da caixa. Mais de 500, uma loucura esses cristãos. Aí vinha e-mail me ameçando, falando que sabia onde eu morava, meu CPF e o caralho. E tinha uns cara que se intitulavam Capoeiristas de Cristo, esses eram os mais hardcore. Nem dormi em casa nessa noite, que cagão, hahahah.

    Quanto a turma do CH, porra, o que mais me irrita é ver uma onda de pessoas quase justificando essa coisa hedionada, "os caras provocaram", "não era a primeira vez", etc. Ah, vão tomar no cu! Uma piada agora é uma questão de morte? Uma PIADA?? O pessoal só precisa de uma brecha para liberar o Le Pen & Wagner Montes interiores."


    - Allan Sieber, cartunista e é um dos donos da Toscographics."

    leia as demais opiniões:
    Artistas Brasileiros Comentam Sobre o Atentado à Revista Charlie Hebdo | VICE | Brasil:

    Boca-a-Boca




    (Campinas, SP)
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    New Charlie Hebdo issue sells out in France


     People wait outside a newsagent in Paris as the latest edition of French satirical magazine Charlie Hebdo goes on sale. (Martin Bureau, AFP)



     "Our Muhammad is above all just a guy who is crying," said cartoonist Luz, who designed the new front cover. "He is much nicer than the one followed by the gunmen."

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    New Charlie Hebdo issue sells out in France | News24:

    terça-feira, janeiro 13, 2015

    Jaguar: 'Charlie Hebdo' e  o 'Pasquim'


    "Os dois nasceram na mesma época (1969-70), eram semanários, no formato tabloide, feitos basicamente por cartunistas: Wollinski, Siné, Willen, Cabu, Reiser e outros no ‘Charlô’. Millôr, Ziraldo, Fortuna, Henfil, Claudius, Caulos, Redi e outros no ‘Pasca’. Em ambos, a tiragem era de cem mil, e a única fonte de renda vinha da venda em bancas ou assinatura (ou seja, estávamos sempre no vermelho).

    Para os patrocinadores, éramos um bando de comunas. 

    Charlie Hebdo’, era mais interessante quando tinha colaboração do Siné (radical, achava que o jornal devia ser mais engajado politicamente; no auge das discussões xingava o pessoal de reacionário, um exagero, é claro). " 

    leia a coluna do JAGUAR >


    Jaguar: 'Charlie Hebdo' e  o 'Pasquim' - Opinião - O Dia

    LANA BITTENCOURT - HAJA O QUE HOUVER



    Bata
    Se quer me bater
    Será pra mim um prazer
    Ajoelhar-me no chão
    Pedindo perdão
    De um mal que não fiz


    Quando Josef Blatter começa a fazer homenagens ao Charlie Hebdo , está na hora de acabar com isso....

    segunda-feira, janeiro 12, 2015

    Terror





    (Salvador, BA)

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    Laerte: no Brasil Charlie Hebdo não existiria


    Auto-retrato feito especialmente para este blog

    "Acho que no Brasil nenhuma dessas capas da Charlie Hebdo teria sido feita. A gente não faria nem Family Guy, a gente não faria nem o South Park, nem Simpsons a gente faria, porque humor tem a ver com a cultura do país. Humor é um vínculo com a população local.

    A formação cultural é outra, tem a ver com compromissos, arranjos de acomodação. Nunca se praticou no Brasil o debate claro. As pessoas tendem, no cotidiano, a acomodar posições, mais que debater ideias. No Brasil o debate vira briga em 2 segundos.

    Não que no Brasil não se fale porra louquices ou se deixe de fazer humor agressivo. Mas temo que no Brasil esse tipo de humor só aconteça com pessoas que claramente não têm poder. Chutar cachorro frágil"

    leia a entrevista de Laerte Coutinho para Morris Kachani > 

    Laerte: no Brasil Charlie Hebdo não existiria | Blog do Morris - Folha de S.Paulo - Blogs:

    Não entendo o que deu errado





    (Rio de Janeiro, RJ)

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    Joe Sacco: On Satire – a response to the Charlie Hebdo attacks

    The acclaimed graphic artist and journalist Joe Sacco on the limits of satire – and what it means if Muslims don’t find it funny

     
     read the story >
    Joe Sacco: On Satire – a response to the Charlie Hebdo attacks | World news | theguardian.com

    Estes são os maiores hipócritas do mundo celebrando a liberdade de expressão em Paris


     French President Hollande is surrounded by heads of state as they attend the solidarity march in the streets of Paris

    "Mas, como Daniel Wickham aponta, muitos dos 40 líderes presentes na manifestação em Paris não morrem de amores pela liberdade de expressão como ecoavam. Wickham, um estudante da London School of Economics, enumerou em seu twitter uma lista de 20 líderes presentes na marcha e alguns de seus crimes contra a liberdade.  Aqui, reunimos alguns deles."
     
    clique para ler> 
    Estes são os maiores hipócritas do mundo celebrando a liberdade de expressão em Paris - Spotniks

    Je suis Charlie Broiwn



    TONINHO
    (Uberaba, MG)

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    Terrorismo lógico - Antonio Prata


    Antonio Prata
    Said e Chérif Kouachi eram descendentes de imigrantes. Said e Chérif Kouachi são suspeitos do ataque ao jornal "Charlie Hebdo", na França. Se não houvesse imigrantes na França, não teria havido ataque ao "Charlie Hebdo".
    Said e Chérif Kouachi, suspeitos do ataque ao jornal "Charlie Hebdo", eram filhos de argelinos. Zinedine Zidane é filho de argelinos. Zinedine Zidane é terrorista.
    Zinedine Zidane é filho de argelinos. Said e Chérif Kouachi, suspeitos do ataque ao jornal "Charlie Hebdo", eram filhos de argelinos. Said e Chérif Kouachi sabiam jogar futebol.
    Muçulmanos são uma minoria na França. Membros de uma minoria são suspeitos do ataque terrorista. Olha aí no que dá defender minoria...
    A esquerda francesa defende minorias. Membros de uma minoria são suspeitos pelo ataque terrorista. A esquerda francesa é culpada pelo ataque terrorista.
    A extrema direita francesa demoniza os imigrantes. O ataque terrorista fortalece a extrema direita francesa. A extrema direita francesa está por trás do ataque terrorista.
    Marine Le Pen é a líder da extrema direita francesa. "Le Pen" é "O Caneta", se tomarmos o artigo em francês e o substantivo em inglês. Eis aí uma demonstração de apoio da extrema direita francesa à liberdade de expressão -e aos erros de concordância nominal.
    (Este último parágrafo não fez muito sentido. Os filmes do David Lynch não fazem muito sentido. Este último parágrafo é um filme do David Lynch.)
    O "Charlie Hebdo" zoava Maomé. Eu zoo negão, zoo as bichinhas, zoo gorda, zoo geral! "Je suis Charlie!"
    Humoristas brasileiros fazem piada racista, e as pessoas os criticam. "Charlie Hebdo" fez piada com religião, e terroristas o atacam. Criticar piada racista é terrorismo.
    Numa democracia, é desejável que as pessoas sejam livres para se expressar. Algumas dessas expressões podem ofender indivíduos ou grupos. Numa democracia, é desejável que indivíduos ou grupos sejam ofendidos.
    O "Charlie Hebdo" foi atacado por terroristas. A editora Abril foi pichada por meia dúzia de jacus. A editora Abril é Charlie.
    Os terroristas que atacaram o jornal "Charlie Hebdo" usavam gorros pretos. "Black blocs" usam gorros pretos. "Black blocs" são terroristas.
    "Black blocs" não são terroristas. A polícia os trata como terroristas. Os "black blocs" têm o direito de tocar o terror.
    Os terroristas que atacaram o jornal "Charlie Hebdo" usavam gorros pretos. Drones não usam gorros pretos. Ataques com drones não são terrorismo.
    Ataques com drones matam inocentes mundo afora. O "Ocidente" usa drones. É justificável o terror contra o "Ocidente".
    O ataque terrorista contra o "Charlie Hebdo" foi no dia 7/1. A derrota brasileira para a Alemanha foi por 7 x 1. O 7 e o 1 devem ser imediatamente presos e submetidos a "técnicas reforçadas de interrogatório", tais como simulação de afogamento, privação de sono e alimentação via retal. Por via das dúvidas, o 6 e o 8 e o 0 e o 2 também.
    Todo abacate é verde. O Incrível Hulk é verde. O Incrível Hulk é um abacate.


    Terrorismo lógico


    Parece que a internet brasileira divide-se entre os que são charlie e os que não são charlie.

    Morreu no Rio, aos 76, o jornalista Julio Hungria, fundador do Blue Bus




    Julio começou a carreira no início dos anos 60 como produtor de discos na Philips e na EMI Odeon, depois de ter produzido o primeiro show da bossa nova em 1959. Chefiou o departamento de produçao da Rádio Jornal do Brasil por 14 anos – desde 60 até 1974.

    Foi subeditor do Jornal de Vanguarda na TV e editor e crítico de música popular do Jornal do Brasil entre 1967 e 1974. Assinou coluna no Pasquim no início dos anos 70. Entre 1975 e 1978, chefiou o copy desk e foi editor do Segundo Caderno da Ultima Hora. Em 1980, abriu a Radio Atividade, produtora de jingles. Entre 1990 e 1994 editou o jornal do Clube de Criaçao do RJ. Fundou o Blue Bus em 1995 como um BBS para o mercado publicitário carioca. Em janeiro de 1997, inaugurou o site na internet.

     Morreu no Rio, aos 76, o jornalista Julio Hungria, fundador do Blue Bus - Blue Bus

    pela cochlea: Primal Scream - River Of Pain


    Johnny's home
    drunk again
    quoting from 'the rights of man'
    it's midnight
    working late
    job he hates
    rage he can't communicate inside him
    Susan's roused from her bed
    to frozen kitchen
    silent without protest
    half asleep
    food on stove
    threat and insults
    a rain of blows.......
    screaming hell

    domingo, janeiro 11, 2015

    Só tirou umas lascas



    (Campinas, SP)
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    Vi: CLOUDBURST (Thom Fitzgerald, Canada, 2011)

    Legendary Cartoonist Robert Crumb on the Massacre in Paris


    Robert Crumb gives a press conference on September 28, 2009 at the Centre Georges Pompidou in Paris to launch "Book of Genesis" (La Genese), a comic adaptation from the first book of the Old Testament (Photo credit should read PIERRE VERDY/AFP/Getty Images) Aline [Mr. Crumb’s wife is the cartoonist Aline Kominsky-Crumb] saw something on the internet…All the big newspapers and magazines in American had all agreed, mutually agreed, not to print those offensive cartoons that were in that Charlie Hebdo magazine. They all agreed that they were not going to print those, because they were too insulting to the Prophet. Charlie Hedbo, it didn’t have a big circulation. A lot of French people said, “Yes, it was tasteless, but I defend their right to freedom of speech.” Yeah, it was tasteless, that’s what they say. And perhaps it was. I’m not going to make a career out of baiting some fucking religious fanatics, you know, by insulting their prophet. I wouldn’t do that. That seems crazy. But then, after they got killed, I just had to draw that cartoon, you know, showing the Prophet. The cartoon I drew shows me, myself, holding up a cartoon that I’ve just drawn. A crude drawing of an ass that’s labeled “The Hairy Ass of Muhammed.” [Laughs.]

    read the interview
    Legendary Cartoonist Robert Crumb on the Massacre in Paris | New York Observer:





    Smiley / Bomby




    (Rio de Janeiro, RJ)

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    pela cochlea: The Chemical Brothers - Studio K

    Terror que sequer é reconhecido

    De Mathilda Kovak

    Com todo respeito que os terríveis atentados em Paris merecem, dados da ONU demonstram que o Brasil detém 10 por cento dos assassinatos no mundo, o que soma aproximadamente 77 mil pessoas assassinadas por ano aqui, das quais, 74 mil são mulheres. Deveríamos viver de luto, aqui, se tivéssemos um pingo de solidariedade pelo próximo. Mas só temos solidariedade pelo que é distante. O terror está aqui, ao nosso lado. Quando minha amiga, Margot, morreu, 120 mil pessoas foram assassinadas no nosso país, naquele ano, e diziam que era um caso isolado. Os franceses, o mundo todo, vai pra rua protestar por muito menos. Aqui, nós estamos convencidos de que estamos seguros e não nos compadecemos de nossos compatriotas. Vamos pular carnaval e encher a cara. A vida de um brasileiro não vale nada nem mesmo para os brasileiros. Je ne suis pas Charlie. Je suis brésilienne. E isto basta. Somos alvos móveis de um terror que sequer é reconhecido por nós.

    Aliviaram a Dilma



    (Natal, CE)

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    The Charlie Hebdo Affair: Laughing at Blasphemy - The New Yorker



     "The Muslim Brotherhood in Egypt has condemned Charb’s latest cartoons as blasphemous. But blasphemy may well be the point: Charlie Hebdo clearly thinks so. With its offices under police protection, Charb said that mocking Islam must continue “until Islam is just as banal as Catholicism.” The taboo—the blasphemy, the untouchable—is the very reason. Le Monde reminded its readers that religions “can be freely analyzed, criticized, even ridiculed.” This, after all, has been the case “since Voltaire.” The left-leaning French daily Libération went so far as to call blasphemy a sacred right. In a democracy, it said, “every publication is free to establish its editorial line; every reader is free to read or not read; free is every offended person to seek reparation before the courts, the only legal arm. And let’s hope that, in other regimes, arms of a different nature are not used.” Banning anything that anyone calls blasphemous—especially when it is a matter of vocal chords or ink—is a kind of violence itself." "

    read the articly by Emily Greenhouse
    The Charlie Hebdo Affair: Laughing at Blasphemy - The New Yorker:

    Ih! Sesqueci!




    (Rio de Janeiro, RJ)

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    Da grossura do humor


    Laerte Coutinho lembrou numa entrevista um aspecto que deve ser levado em consideração nessas discussões todas sobre as charges do Charlie Hebdo (e a reação assassina a elas).
    Os desenhos de humor precisam ser visto no seu contexto. Nâo só o contexto das notícias e da realidade que estão retratando (ou de sua época), mas também no seu contexto cultural.

    Nos salões internacionais de humor que organizei ou das quais fui jurado às vezes via cartuns de determinados países das quais não achava a mínima graça. E aí pessoas oriundas daquela região ou que tinham mais conhecimento sobre a cultura daquela região me diziam que eram engraçadas sim, e que tinham a ver com o tipo de humor praticado naquele país. Eu não tinha os códigos necessários para decifrar ou medir aquele humor.

    Um cartum ou uma charge francesa que nós podemos considerar como sendo extremamente grosseira, para franceses de modo geral pode não ser tanto. Porque lá eles tem a tradição da piada grosseira. O humor é mais carregado. As sátiras sempre pegaram pesado. Daumier, hoje considerado como um mestre clássico das artes gráficas, já retratava os poderosos com cornucópias enfiadas no rabo.

    PALAVRAS: Bruno Maron


    Trabalho com humor justamente porque acredito nesse poder mágico inerente a ele: suspender a lógica, colocar em cheque a própria unidade fictícia dos seres, das instituições e das grandes narrativas míticas. Duvidar de si e rir disso. Não acredito que o humor contamine os acontecimentos, acredito que ele seja muito mais um intervalo, uma morte súbita, quase que como uma "matéria escura" do espírito humano. Fundamental pra oxigenar e limpar nossas superfícies, pois só assim não entupimos nossos poros de ressentimento.

    - Bruno Maron


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