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  • TA TUDO MUITO ESQUISITO, DEPOIS QUE VISUAL VIROU QUESITO

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    Fragmentos de textos e imagens catadas nesta tela, capturadas desta web, varridas de jornais, revistas, livros, sons, filtradas pelos olhos e ouvidos e escorrendo pelos dedos para serem derramadas sobre as teclas... e viverem eterna e instanta neamente num logradouro digital. Desagua douro de pensa mentos.


    sábado, abril 10, 2004

    HÁ VINTE ANOS EU VIVIA EM GOTHAM CITY
    FAZIA UM CÉU ALARANJADO
    EM GOTHAM CITY


    Há vinte anos, neste dia, eu estava no comicio das Diretas-Já.

    Foi um dos momentos mais comoventes da História do Brasil.
    E um dos momentos mais impactantes da minha vida.

    Se eu estivesse no meio do povo, do mar de gente, que transbordava pela Presidente Vargas, já seria uma descarga de emoções. Eu que vivera a ditadura, que tomara porrada da ditadura, que tive amores arrancados de mim pela repressão, assistiria da geral ao marco da derrocada final dessa ditadura. E naquele momento nada reprimiria o que eu sentia.

    Mas, melhor ainda, assisti a tudo de camarote. Sim, eu estava no palanque da Candelária no Comício das Diretas-Já em 1984. Dali eu via aquela multidão, uma massa de seres humanos que se estendia a perder de vista. Parecia efeito de filme épico. O tapete de pessoas se desenrolava da Candelária até a altura da Central compactamente. E ia além, a gente via o dia se acabando lá pelo viaduto da Cidade Nova, e tinha gente descendo pelo viaduto pra se juntar ao rabinho do comício a quilômetros de distância.

    À minha frente, Brizola, Tancredo, Ulysses, FH, politicos discursavam e incitavam a multidão. Do meu lado, às lágrimas, Neuma Quadros. A Dona Neuma do Pasquim. Na célebre cena em que todos os líderes do comício dão-se as mãos e erguem os braços, eu, debruçado num parapeito, fotografava o instante.

    Nao consigo medir se eu era mais radical naquela época, mais jovem, ou, ranzinza, fui ficando mais radical com o tempo. Mas até o momento em que cheguei ali e descortinei a massa, eu era contra o comício das Diretas.
    Claro, era a favor totalmente de eleições diretas, mas não curtia muito a Campanha.
    Achava que não tinha a ver aliar-se tanto a figuras como Tancredo Neves.
    Ou mesmo o Sr. Diretas, Ulysses Guimarães. Sabia ser necessária uma frente ampla naquele momento mas achava que Tancredo e sua turma acabaria por desvirtuar o rumo do movimento para seus próprios fins. Como de fato aconteceu.

    Mas ali, nao era mais um acontecimento politico. Era algo que pulsava com força e em toda a sua plenitude. Uma descarga de energia humana.
    Quando Sobral Pinto ia se aproximando do microfone
    velhinho, velhinho, fraquinho.
    os seus sonhos triturados pelo Mamute Militar
    um silencio foi se avolumando por toda a extensão da Avenida Presidente Vargas.

    Sobral Pinto falou estas palavras:
    Peço licença para falar. Quero falar à Nação Brasileira.
    Foi um instante inteiramente spooky. Havia cerca de um milhão de pessoas ali e baixou um silencio sólido, pesado, e ao mesmo tempo transcendente. Parecia que todos prendiam a respiração. O Brasil prendeu a respiração. Todo o correr da História parou. E Sobral pegou um papel e leu o Artigo Primeiro da Constituição Brasileira:
    Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido.

    E a explosão DI-RE-TAS-JÁ! DI-RE-TAS-JA!

    Procurei por meu crachá de acesso ao palanque pra scanear e publicar neste blog. Abri caixas e caixas e não encontrei, deve estar em algum lugar da minha mudança de casa. Procurei as fotos, preto& branco, tiradas com minha velha Pentax, asa 400 depois 800, porque até começar o comício escurecia...
    e também não achei.
    O que sobrou daquela emoçao toda pra ser encontrada vinte anos depois?

    Procurei pelo Presidente eleito pelo povo após a ditadura e ele nunca existiu. Duas semanas depois do Grande Comício a votação no Congresso derrotou as Diretas. Tancredo morreu antes de tomar posse. Ulysses foi pro fundo do mar. Dona Neuma estrepou-se numa ferrugem e morreu de tétano. Brizola enlouqueceu de vez. Tudo aquilo acabou
    e passou e se foi.

    Candelária. Símbolo agora de um massacre de meninos de rua e não do povo bradando por eleições. Tudo fraccionou. Nunca mais se conseguirá juntar tanta gente em torno de uma idéia só. Ninguem faz idéia mais. Do que foi. Do que poderia ter sido.

    Todas aquelas pessoas - diziam ser um milhão - pra onde elas foram?

    quinta-feira, abril 08, 2004



    foto de Ailton de Freitas

    A COMEÇAR PELO SECRETARIO DE SEGURANÇA...

    Volto a escrever sobre Garotinho no blog0news de hoje!
    Sao tres posts já, mas também... ele fica provocando!

    Tivemos uma madrugada violentíssima no Rio de Janeiro que ele administra.
    Foram 16 mortes matadas ao todo (as contabilizadas).
    Nosso Garotinho então tentou minimizar os fatos comentando
    que isto não teria tanta importancia, pois afinal, "eram todos bandidos".

    1. Garotinho afirma portanto que matar bandido nao tem importancia.
    Bandido bom é bandido morto. Institui-se a pena de morte. Independente de quem a execute. Morte de bandido nao conta, não é assassinato, é um favor à sociedade?

    2. Imagino as famílias das pessoas que acabaram de ser violentamente assassinadas, como este pastor, por exemplo, algumas pelas balas da polícia que deveria proteger os cidadãos. Imagino esses enlutados ouvindo seu Secretário de Segurança, seu praticamente Governador, chamar seus entes queridos de bandidos.

    Deveriam processar o Bolinha falastrão por difamaçao e danos morais.

    post de ricky goodwin sobre considerações de Ana Pinta

    E já que fica chato eu escrever sobre o Antonio e nao falar da Rosangela,
    menciono que Dona Rosinha esteve hospedada aqui perto do meu cafofo,
    numa rápida temporada pelo Copa Dor.

    Dizem que a internacao foi um piripaque provocado pelo estresse por estar tomando Reductil, um emagrecedor pauleira.

    Creio que estao receitando o remédio errado para Rosangela Matheus. Ela devia estar tomando era vergonha na cara.

    NA CARA DO SOBRECARGA

    Ontem citei Renato Lima, de na cara do gol,
    e lembro que ele escreveu também
    no Sobrecarga
    uma resenha excelente a respeito deste Salao Carioca de Humor.

    Uma critica criteriosa sobre as exposicoes e o evento.
    Leiam aqui.

    ERRATAS

    Garotinho gosta muito de posar de religioso, homem crente, devoto,
    aliás a expressáo é essa mesma: um religioso de voto.

    Mas ele náo leu o livro de Genesis, na Biblia, peça fundamental do Cristianismo.
    (E também do Judaísmo. E da Literatura Universal).
    Ou então ele tem a memoria curta e nao retem o que leu ou estudou.
    Ou faltou a essa aula da Escola Dominical.

    Num discurso para milicos em formação,
    para ilustrar que a violencia eh uma coisa natural e existe em todo lugar
    (sendo, portanto, normal num estado sob a sua administração)
    citou que até no Paraíso, aquele local paradisíaco,
    houve um crime de morte: Caim matou Abel.

    Quando Adao e Eva, futuros pais dos futuros assasino e vítima, foram expulsos do Paraíso, condenados a vagar pela terra trabalhando com o suor do seu rosto e aturando as sandices dos politicos,
    Caim e Abel nem tinham nascido.
    O crime ocorreu a bem mais do que a dois passos do Paraíso.

    Bem, pode-se argumentar a favor do Governador Bolinha que isso faz muito tempo, ele nem estava lá, e que por isso confundiu um pouco a história. Aliás, se ele estivesse lá podem ter certeza que ele logo solucionaria o caso
    e prenderia o caseiro.

    BRAVATAS

    Garotinho alem de se fazer de fanfarrao estah passando por bundao.
    Cometeu a cagada de - achando que se daria bem em cima do lance - posar sentado ao lado do caseiro taxado de assassino e solucao do caso Staheli - este mesmo Garotinho que desfiava a teoria fantastica e cinematografica de que a filha matara os pais a machadadas -
    e quando este golpe publicitario insensato e insensivel - e totalmente precipitado - deu errado, ao inves de pelo menos assumir um equivoco
    pos covardemente a culpa nos outros, nos policiais.

    VELHO DO FAROL

    Ha algum tempo estava querendo mencionar aqui este blog do Luciano Chardon
    que é excelente e comenta com bom texto vários assuntos.

    Acabou que eu mesmo fui parar neste Farol, levado pelo Velho, por um post onde eu recordava minha participacao no golpe de 64.
    É um lugar onde Chico Science, Borges & Nick Cave podem conviver num mesmo texto e eu recomendo.

    COMENTARIOS QUE ACABAM VIRANDO POSTS

    Quem sabe estaríamos melhor sem o golpe... Poderíamos estar como a China, onde há um futuro garantido para todas as crianças, ou como Cuba, com sua exemplar liberdade de expressão.

    - Thiago


    Refere-se a este post.

    Bem, Thiago, poderiamos estar tambem como o Brasil, onde há 55 milhoes de pessoas vivendo numa miseria absoluta.

    quarta-feira, abril 07, 2004



    RENATO ALARCAO
    (Niterói, RJ)
    Cartum - Primeiro Lugar - Salão Carioca de Humor

    SUPER-BRASILEIROS

    O ufanismo brasileiro é uma coisa exagerada.
    A Folha hoje publica mais uma matéria, e de página inteira, sobre os desenhistas brasileiros que estão se dando bem no mercado de quadrinhos americanos.
    HQ americanos, leia-se, revistas de superheróis.

    É uma síndrome carmen-miranda do Brasil dominando a América.

    Fico feliz por feras como Deodato e Marcelo Campos estarem trabalhando e ganhando bem. Se estivessem pelo Brasil certamente estariam gramando como nossos desenhistas aqui estão.

    Ficaria ainda mais feliz se estivessem criando seus próprios trabalhos. Ao invés de serem peças na linha de montagem das salsichas americanas de capa e capuz. Sem falar que as salsichas todas estão com a data de validade vencida. Os superherois americanos morreram todos e a industria dos gibis não quer enterrá-los.

    O papo que rola - e a tônica da matéria da Folha - é que com a utilização cada vez maior de brasileiros no desenho ou na finalização das histórias de superheros, vai-se dando um toque mais brazuca à essa produção. Ledo engano. É tudo pré-marcado. Todas as linhas estão traçadas e só passar a tinta da encomenda and just color between the lines.

    Homens musculosos, mulheres musculosas, boazudas, fodões, angulos mcfarlanescos. Da linha de montagem sai tudo igual. Não importa de que pais sejam os operários.

    UM PAÍS ONDE SE CRIA

    No Canadá, um país mais civilizado e progressista do que os EUA (sem falar em outros) - "invasoes barbaras" não obstante - baixar música pela internet não é crime.

    Desde o início de abril quando um juiz federal concluiu que a CRIAA (a RIAA lá deles) não conseguiu provar que compartilhar arquivos pela rede fosse violação de direitos autorais.
    (Bem,como já escrevemos muito aqui, quem mais viola a grana dos artistas são as próprias gravadoras.)

    Pois então. Se as vendas de CDs continuarem despencando em todo o mundo não é pela tacanhice mas megacorporações que insistem em manter preços irreias. É mais fácil, como o South Park, blame Canada.


    FLAGRANTES DO HUMOR NA INTERNET

    Publiquei algumas cenas do ajuntamento de interneteiros na mesa do Salao Carioca no flog PACATATU.

    Tö preparando pra amanha um arquivo com varios flagrantes deste sensacional encontro. Confiram aqui no blog0news.


    lembrando que hoje à noite vou publicar o cartum vencedor do Salao Carioca de Humor.
    Quem nao o conhece aqui passe aqui que vale a pena.


    NA CARA DA LAURA ALVIM

    Fui citado por na cara do gol
    que me capturou o seguinte flagrante:

    -- Não. Eu organizo salões de humor.
    [Ricky Goodwin respondendo, completamente sem fôlego após subir dois lances de escada, a uma passante que perguntara se ele fumava]


    Rafael Lima ainda registra a seguinte história,
    contada numa noitada fantástica de No Covil do Jaguar:

    -- A gente sabia que o Paulinho gostava de camarão, então preparamos um baita prato quando ele foi almoçar lá em casa. Comida no fogo, cheiro subindo, o Paulinho pede licença para ir ao banheiro e, 40 minutos depois, nada de voltar. Pensei, ou ele tomou um tombo e está caído no chão ou 'tá com vergonha de dizer que não gosta de camarão. Entrei no banheiro e fui ver: o Paulinho estava consertando a pia.
    [Aldir Blanc falando sobre Paulinho da Viola]


    DO SIEBERCOMIX

    Postulação colocada pelo nosso ilustre debatedor,
    Allan Sieber
    em instante polêmica de mesa-redonda realizada ontem
    no Salão Carioca de Humor:



    SONHOS

    Quando saí para o exilio deixei em diversos sebos de Santa Teresa minhas coisas, as revistas, os livros, os discos, alguma papelada.

    O sonho consistia em percorrer esses lugares desse bairro antigo do Rio, as livrarias, os restaurantes que vendem quinquilharias nos fundos, casas de pessoas
    anos depois
    ao retornar

    tentando recuperar esses pedacinhos de minha vida
    do passado
    conferindo e levantando se ainda restava algo
    que nao fora vendido ou jogado fora

    minha coleção de Grilo, os discos dos anos 50 que Raul Seixas me deu, a coleção argonauta de ficção científica, rolling stones dos anos 60 falando de hippies e psicodelismo, bootlegs de Dylan, fitas cassetes que gravei de shows clandestinos contra a ditadura militar, paperbacks com toda a obra de Jack Kerouac... etc

    (objetos que tenho inclusive na vida real - tudo em caixas em paquetá).
    Foi um desses sonhos meticulosos e chatos e demorados que se arrastam enquanto eu revia objetos e lugares. Fiz um levantamento em folhas de papel e me lembro de no sonho estar escrevendo cada ítem e o estado em que se encontrava.

    Depois fui percorrendo esses lugares que ai pareciam Ouro Preto e fazia muito frio e eu negociava a compra ou a devolução das coisas que eram minhas e que espalhei ao ter que partir e às vezes eram outras pessoas e não faziam idéia de nada e às vezes eram as mesmas mas não se lembravam

    eu era mendigo e maltrapilho e um estranho e cheguei a pensar que eu era um fantasma
    voltando de um passado que nao existia mais ou que nunca existiu,

    Hoje é dia de feira e nem clareia o dia quando o barulho dos feirantes chegando me acorda.

    segunda-feira, abril 05, 2004



    LEZIO
    (Sao Jose do Rio Preto, SP)
    Cartum - Segundo Lugar - Salão Carioca de Humor

    Novamente publico desculpas por estar mantendo o blog0news com poucos posts.
    O Salao Carioca continua frenetico, com uma atracao por noite e varios problemas a resolver por dia. Mas estamos entusiasmados pois parece que estah sendo um grande sucesso.

    Ainda estou enrolado com a mudança, tambem. Muito está encaixotado, procuro objetos que nao sei onde estao, e falta instalar coisas, ajeitar instalaçoes, nos ambientar nesse insólito local que será nosso logradouro.

    Mas a mudança está causando um frisson no Bairro Peixoto e fomos recebidos efusivamente por nossos novos vizinhos.

    Veja aqui como foi


    COMO NO BRASIL NÃO TEM MORDOMO,
    O CULPADO É O CASEIRO


    A melhor explicação sobre as ultimas do Caso Staheli foi dada em forma de questionário e de humor pelo Kibe Loco.
    Clicando aqui pra ver.


    Alias, logo abaixo,
    sua propaganda para metrôs também está ótima.


    JAGUAR E MARTINHO DA VILA

    Hoje estamos encerrando as apresentações do
    No Covil do Jaguar
    o anti-talk-show que se tornou o grande hit do Salão Carioca!

    Jaguar e sua garrafa de uisque estarão recebendo Martinho da Vila,
    um sujeito que - ao contrário de sua imagem de devagarinho - está cheio de historias engraçadas pra dar.

    Como na semana passada, quando luminares do samba subiram ao palco e deram uma canja, qualquer coisa pode acontecer! Inclusive Jaguar se levantar no meio do bate-papo pra ir dar uma mijada. Como, aliás, já aconteceu.

    Rola no palco da Laura Alvim hoje dia cinco de abril às 21 horas.
    Imperdível.

    adendo
    Como imperdível também será o grande confronto amanhã sobre Humor na Internet, na mesma Laura Alvim, às 19 horas, hein!

    domingo, abril 04, 2004




    DA COSTA
    (Santos, SPI)
    Cartum - Terceiro Lugar - Salão Carioca de Humor


    e o blog0news continua…
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    Mas uso mesmo é o

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